Once upon a time, there was this girl whose dreams were taken nearly under her nose... What no one knew, not even she, life had given her wings since she was born... Curiously she only found out how to use them after that! Since then...she promised to herself to follow the dreams wherever her wings let her to! So that's my spot!

Tuesday, 28 July 2015

(Not) Lost in Translation...

Já fiz a minha primeira passagem de turno em inglês!
Nervosa, a tremelicar...nó no estômago.
Era só um bebé...e sabia tudo o que queria dizer! No entanto, quando me olham com tal atenção em que tudo o que é poro escuta a informação que sai da minha boca... Jesus Senhor!!
Acho que passei mais de metade do que era necessário. Tudo o resto acabou por ficar pelo caminho porque a língua entrelaça e as palavras parecem não querer fluir tão rapidamente pela minha voz, como fluem no pensamento.
Quero acreditar que é tudo uma questão de tempo.

Hoje voltei a repetir a proeza do "handover". Dois bebés e direi que 90% da informação saiu como eu esperava! Há sempre a enfermeira orientadora para acrescentar a sábia informação em falta.

"you did well today, Joana"... Sabe muito bem ouvir! Mas, somehow, tenho um problema de "self confidence" por resolver. Estando no início penso que seja normal! Portanto, amanhã é outro dia! Por acaso, é dia de descanso.
Brain, you can rest now... I mean... Massa cinzenta, tens umas 24 horas de descanso linguístico.



Friday, 24 July 2015

I survived my first month in the UK

Fez precisamente ontem (dia 24 de Julho) 1 mês que me mudei para Londres!
Um opção de vida que há uns anos atrás eu diria "impossível" acontecer!
Curioso como os acontecimentos da vida nos fazem relativizar a realidade que nos é oferecida dia após dia!
E aquilo que é incerto, muda para dado adquirido e rapidamente deixa ser sem que tenhamos a percepção do momento exacto em que isso acontece.

Como diria Cartola, "o mundo é um moinho...vai triturar teus sonhos...tão mesquinho...vai reduzir as tuas ilusões a pó..."

Mas ainda assim, estou aqui com toda a energia para enfrentar este desafio. Tem sido árduo. O meu cérebro tem tido estímulos aos quais já não era sujeito há anos. Aprender coisas novas ou de maneira diferente faz-nos reciclar os conhecimentos. Mas quando isso acontece numa língua que não é a nossa de origem, torna tudo mais complexo! Mas é gratificante sentir-me cada vez mais autónoma... Sentir que compreendo e me faço compreender. E em coisas tão simples como ir no metro ou autocarro e já não me conseguir desligar das conversas dos que me rodeiam (porque não é possível desligar o meu tradutor interno)! É mais forte que eu!

Sobrevivi ao primeiro mês no Reino Unido! Hoje choveu como ainda não tinha visto chover aqui em Londres! Talvez seja a benção que não recebi à chegada! Sim, já "apanhei uma molha" em Londres! Finalmente! ;)

Metas para o próximo mês:
- aprender vocabulário técnico e, principalmente, as siglas/abreviaturas usadas em meio clínico
- começar a dar umas voltas por Londres para espairecer a cabeça
- incorporar um GPS londrino na minha pessoa...vai ser preciso para concluir outras tarefas!


Agora...TTB...que é como quem diz: TIME TO BED!!

Sunday, 19 July 2015

Caring...a noble gift!

Hoje estou de Parabéns!
O que me trouxe a Londres, a minha profissão, faz hoje 12 anos (na minha pele)!


Thursday, 16 July 2015

It could be just a few pieces of paper...

"It's not what you look at that matters
It's what you see!"

Henry David Thoreau

(Frase encontrada na contracapa de uma revista no chão do metro, hoje no regresso a casa! Deu-me que pensar!! O que acaba por ser curioso ao reflectir sobre a situação em si. Eu a olhar para a revista no chão...e de seguida pensar sobre o que estava escrito! Quantas vezes olhamos e não estamos "nem aí"? Mas desta vez não...desta vez a frase fez todo o sentido!)

Wednesday, 15 July 2015

Mind The Gap

https://www.youtube.com/watch?v=901JeY-2ixE


"Ser importante é deixar marcas por onde quer que se passe
Espalhar sementes na zona, regar, esperar o desenlace!"


Tuesday, 14 July 2015

Family is where your heart is!

O primeiro dia do resto das nossas vidas poderia ser todos os dias. Todos os dias é o (re)começo de algo!
Para mim, o dia 24 de Junho deste ano foi um desses primeiros dias da minha vida! Mal dormi na noite anterior, tal era o entusiasmo.
Levei cerca de 2 a 3 semanas a organizar o que queria colocar dentro das malas de viagem.
2 semanas parece um exagero, eu sei! Mas tão difícil tarefa resulta da conjugação de diversos factores:
- viajar para um país com um clima diferente do meu
- ...durante sabe-se lá quanto tempo...mas pelo menos 3 meses até poder regressar e trazer mais roupa
- ...um país com um comportamento instável no que respeita a condições climatéricas (levo roupa para que época sazonal?...estávamos em Junho...nem é carne nem é peixe!)
- ...adoro "as minhas coisas"...as fotos, aquelas roupas, aqueles bonecos, aqueles cd's, aquele cachecol, aquelas bugiganga...a tralha inseparável...
- ...SOU MULHER!!!!
Mas no meio das dúvidas e das vicissitudes em decidir onde pôr o quê e onde, lá consegui encontrar um equilíbrio. Faltou um pormenor...o excesso de peso! Se existem estrelinhas, eu tenho uma com toda a certeza! Eu carregava não mais do que uns 30 kgs a mais e quando disse à senhora no check-in que eu teria excesso de peso para pagar... Imagine-se só... "Então tenha uma boa viagem!!" How is it possible? :) Obrigada minha senhora...eternamente grata!




Não fiz nenhum pedido formal para estarem presentes nesse dia! Eles (amigos e família) sabem como, quando e onde, estar presentes quando eu mais preciso! E nesse dia eu precisei...e muito!!
A presença física, e em espírito principalmente, deu-me mais forças para abraçar este projecto!
Família e amigos...you're all in my heart!!




Monday, 13 July 2015

Loneliness itself is a state of mind...Keep your head up! Keep your heart strong!

A solidão por si só (passando o pleonasmo) implica um isolamento...de alguma coisa!
Frase clichet esta: Já dei comigo rodeada de uma multidão a sentir-me completamente sozinha!
Não é difícil. Estamos muitas vezes envolvidos com os nossos problemas, as nossas preocupações que nem damos conta do que nos rodeia...ou será que são os outros que nem nos notam?

Alguém me disse que vir para Londres iria fazer-me muito bem pois estaria isolada do "meu mundo". E que nesse período me iria fazer bem reflectir sobre a vida (provavelmente a minha)! Talvez! E não houvesse internet...o ambiente seria muito mais propenso a isso.
Se reflectir a sério sobre esse assunto, não estou assim tão isolada. Nem fisicamente nem emocionalmente.

E se estivesse, haveria sempre de procurar forma de mudar esse estado o mais rapidamente possivel.

Na véspera da viagem refugiei-me num dos "meus locais!! Eu sou assim. Tenho os "meus locais", as "minhas pessoas", as "minhas músicas", os "meus livros", os "meus medos"...as "minhas cenas"...




Se me perguntarem se chorei quando me vim embora de Portugal... Sim, chorei! Ali mesmo... Porquê? Não sei... Talvez por ser o descomprimir de muita emoção acumulada nos últmos tempos. E a ideia de estar em Londres no dia seguinte aterorizava-ne de uma maneira boa! E chorei sim...de emoção!

Engraçado como sentimos mais falta das coisas quando sentimos que nos vamos afastar delas... Mas não se perdem... Esta paisagem está lá à minha espera em todos os meus regressos!

Sunday, 12 July 2015

Weekend ended... And let the second week begin...

Hoje findou o fim de semana após a primeira semana de trabalho.
Já há meses que não sabia o verdadeiro significado de um sábado e domingo em casa após a labuta da semana.
Passaram-se cerca de 2 meses sem ter que cumprir um horário. Com toda a sinceridade do mundo, já sentia saudades desta responsabilidade.
Amanhã volto à agitação da vida Londrina! Nunca fui muito de gostar de transportes públicos, muito menos em dias confusos. Esquece Joana, aqui nem podes pensar se gostas ou não! Aguentas e não choras! Tornou-se mais fácil a partir do momento em que me lembrei que as tecnologias podem ajudar em muito a nossa vida! E ouvir música mesmo antes de sair de casa até colocar o pé no hospital, é uma terapia tremenda! Já sei a lista do iPod quase de trás para a frente! Tenho de rectificar isso porque começo a dar em maluca com as mesmas músicas todos os dias.
Já dou comigo a jogar à "paciência"...jogo básico, mas por enquanto é o que se pode arranjar! Dou comigo a ver fotografias de há meia dúzia de anos atrás! Eu não existo... Há "resets" a fazer...assim eu tenha tempo para isso!

(Fiz uma pausa para matar saudades via skype! E já passaram mais duas horas! Vou dormir porque já é tarde! Amanhã talvez tenha tempo para continuar o desenrolar das aventuras que me levam a voar...)



Saturday, 11 July 2015

You can always go further...

Há quase 12 anos que sou enfermeira.
12 anos dá que pensar!!
Recuando no tempo lembro-me dos meus primeiros dias de maçarica como se fosse hoje.
Poderia dizer que não me sentia confortável, mas não. Acordava todos os dias com um entusiasmo irrepreensível.
Desde muito cedo que queria trabalhar na área da saúde. Tudo o que se relacionasse com pediatria me fascinava. Talvez porque a minha experiência nas idas à pediatra na minha infância era bastante positiva. A Dra Catarina Catela sempre foi uma querida, tirando as vezes que me fazia palpação abdominal e eu achava que ela me queria matar de cócegas!
Dias houve que sonhava ser a Dra Joana, pediatra de profissão. Durante bastante tempo habituei-me a ouvir os colegas de escola dizerem que eu era um "crânio". Nunca entendi muito bem porque...todos temos um crânio é certo mas...ser o crânio em si, o que é que isso fazia de mim? Anyway, queriam dizer que eu era inteligente e que provavelmente iria chegar longe, com maior distinção do que outros que não o eram (um crânio).
Que raio de raciocínio o deles! Nunca me fez muito sentido aquela definição e aquele rótulo que me puseram. Ficaria na altura mais feliz se me dissessem que eu era "gira", "engraçada", "boazona". Mas não! Nunca me chamaram nada disso e, sinceramente, também não havia razões para isso! Nisso estaríamos de acordo.
O que é certo é que eu gostava de estudar horas sem fim, mas ainda assim, a Medicina ficou-se pelo caminho porque há 16 anos atrás a média não deu para mais.
Com umas peripécias pelo meio lá enveredei pela Enfermagem sem saber muito bem no que me estaria a meter.
Nunca houve dúvidas de qual seria a minha área de eleição. O estágio de obstetrícia no 3º ano passou a correr e mal podia ver a hora de começar a trabalhar com os bebés.
Poderiam perguntar-me "E porque não a pediatria?". Sinceramente também não sei responder a essa questão, mas a ideia de crianças doentes passou a não me agradar. E as crianças olham-nos com a maior sinceridade do mundo, para o bem e para o mal! Não me senti capaz!
Quem me conhece sabe como eu consigo ir da "Joana muito reservada" à "Joana nunca mais se cala"! Antes de escolher Enfermagem, tive sérias dúvidas em seguir Psicologia. Mas há uns anos atrás acreditava que eu não tinha nascido para falar...conversar...interpretar estados de espírito...confortar...ajudar alguém a compreender-se pelo dom da palavra...ou do silêncio. Mal sabia eu que na minha actual profissão teria de ser muitas vezes a psicóloga da família.
Portanto, lá comecei a trabalhar na Obstetrícia em Santarém e, como seria de esperar, ao fim de um tempo precisava de mais. Rapidamente me interessei pela Neonatologia. Cuidar de bebés saudáveis e ajudar as mães a cuidar deles era interessante mas passou a ser uma rotina que muitas vezes me angustiava e deixava um vazio. Ver bebés mais pequenos a precisarem de cuidados especiais, dentro duma incubadora passou a ser um desafio mais interessante. E lá estava eu! Uns dias na Neonatologia, outros na Obstetrícia... E assim foi durante uns 3 ou 4 anos.
Mas a vida muda e "some how" dei comigo em Lisboa, novamente noutra Obstetrícia mas com a oportunidade de ter outra experiência por áreas como gineocologia e cirurgia geral de adultos, uma pitada de Pediatria... Enfim! Um mundo à parte que me fez aprender mais umas quantas doenças e afins.
Mas o bichinho da Neonatologia ficou e a necessidade de procurar outra oportunidade de cuidar destes bebés com necessidades tão especiais voltou. Mas ainda não era desta que os astros se alinhavam para que eu pudesse concretizar essa tão grande vontade.

Uma vez o meu pai perguntou-se se acreditava em Deus. Na altura fiquei perplexa com a pergunta vinda de alguém como ele. Já não recordo como lhe respondi exactamente, mas uma coisa eu sei. Há algo "up there" que regula, controla, manipula...chamem-lhe o que quiserem...o que acontece no universo. Eu gosto de dizer que são os astros, energias, vontades que levam a água ao moinho. Pensamentos positivos e optimistas criam oportunidades com muito mais eficiência! Tenho provas disso!

E, neste momento, dou comigo aqui em Londres, na minha cama, a escrever o que me vem à ideia, rodeada de livros de neonatologia, com o internet explorer aberto aqui http://www.espghan.org/about-espghan/
a ouvir Dead Combo (já que não fui ao NOS Alive em Algés)
https://www.youtube.com/watch?v=FVDjHszbdO8

Isto tudo para vos dizer que um dia a vida dá-nos o que sempre sonhámos. Mas não pensem que é fácil. A Joana que um dia queria ser Pediatra e formou-se Enfermeira, está neste momento a concluir que um dia vai saber coisas que nunca imaginou saber quando trabalhava em Santarém ou Lisboa. Vou dar comigo a saber coisas que se calhar todos os enfermeiros se deviam preocupar em saber. Ou talvez tenha sido só eu que me perdi pelo caminho... Sinto-me "burra"! E já sentia quando decidi sair de Portugal.
Estou a trabalhar num serviço de neonatologia de nível 3, o que significa que além de todas as especificidades de uma neonatologia, esta tem cuidados INTENSIVOS, e melhor ainda...tem a parte cirúrgica. Sim, eu vou cuidar de bebés que além de prematuros, são submetidos a cirurgias, principalmente da área gastrointestinal. Após a minha primeira semana sinto-me um "Sponje Bob"... E talvez por isso tenha passado o sábado inteiro com dor de cabeça. Mas não há-de ser nada. Fui eu que quis vir, e desenganem-se se pensam que vim às escuras. Não! Eu sabia para o que vinha...e mesmo assim, fiquei supreendida!

Já não voltava à escola há anos! Se tinha saudades? Da escola não, mas de aprender sim! E sinto que vou aprender muito!!
Obrigada vida! ;)

Friday, 10 July 2015

How to get started?

Quando somos jovens gastamos parte do tempo a desejar crescer... Queremos ser adultos para conquistarmos a tão desejada independência. Procuramos a oportunidade de fazer o que nos apetece e não ter que dar satisfações a ninguém. Sonhamos, idealizamos, projectamos e, na maioria das vezes, desiludimos-nos com o resultado. Achamos sempre que somos injustiçados. Cobiçamos a vida do amigo, do vizinho, do primo, do irmão...às vezes até do cão. Achamos sempre que os outros podem e nós não. Uns conformam-se com a evolução natural das coisas...outros nem tanto. Uns crescem com "não's"...outros crescem com "sim's"... Uns aprendem, outros nem por isso. A questão é que o tempo passa (depressa) e muitas pessoas, tal como eu, chegam ao ponto em que pensam: "Felicidade é isto!!! A vida corre-me bem e eu sou feliz!" Trata-se de atingir o que sonhámos, idealizámos e projectámos! E de um dia para o outro (ou quase isso) somos independentes! Somos autónomos! Somos donos de nós próprios... Tomamos as nossas decisões e respondemos por elas. Somos felizes e nada nos incomoda! Será? A felicidade não é algo que se compre ou conquiste e "that's it!". Tal como um bem que se adquire numa loja, a felicidade parece ter uma validade, não é estanque, não é eterna... Ainda assim, na minha opinião, se nos comprometermos a saber manusear, cuidar, poderemos prolongar a sua existência. Se por outro lado não estivermos atentos, um dia essa felicidade é reduzida a não mais do que memórias... Tal como aquilo que comprámos na loja. Não se perde na verdade...apenas muda de posto... E foi isso que aconteceu na minha vida! E não querendo alongar-me, há uma altura em que temos de fazer reciclagem de tudo o que muda de posto! Hoje já não sou mais a criança a cobiçar a felicidade ou a vida dos outros. Hoje sou dona das minhas decisões, mas por vezes acho que seria bem mais simples voltar à minha infância! Crescer não é fácil...viver não é difícil, difícil é saber viver (já dizia a minha avó, reproduzindo o que dizia o meu bisavô), mas quando somos jovens, pensamos sempre que nos estão a dar música... Mas é! Saber viver é difícil. Mas difícil não tem de ser necessariamente uma coisa má! Há tempos cheguei a essa conclusão. E mal de mim se assim não fosse! Em Setembro do ano passado tomei uma decisão muito importante na minha vida! Quando os sonhos nos fogem pelos dedos...podemos até baixar os braços, no entanto, temos de accionar as asas e ir atrás deles! Em Junho do presente ano mudei-me para outro país. E aqui estou eu...em Londres, no Reino Unido! E "so far, so good!" :)